Fundação AEP

Fundação AEPA Fundação AEP, pessoa coletiva de direito privado nº 509536786, tem a sua sede e domicílio na Avenida da Boavista, 2671, na cidade do Porto, foi instituída em 19 de Novembro de 2009 e reconhecida por Despacho nº 13011/2010, publicado no Diário da República, 2ª série, em 13 de Agosto de 2010.

 

A Fundação AEP propõe-se desenvolver a sua acção em Portugal e no estrangeiro e tem por fins a "realização, apoio e patrocínio de acções de carácter técnico, promocional, cultural, científico, educativo e formativo que contribuam para o desenvolvimento do empreendedorismo e para a modernização e melhoria de condições na área empresarial" e "a difusão de conhecimentos na área das ciências empresariais, em ordem a apoiar a comunidade, as empresas e os empresários, na resposta aos desafios da sociedade contemporânea".

 

A Fundação AEP pretende constituir uma resposta do sector empresarial às necessidades de criação de emprego, de inovação, de crescimento e de desenvolvimento económico, no quadro das suas valências e das suas iniciativas, actuada como processo de percepção e aproveitamento eficaz de oportunidades de criação de valor social e económico.

 

 A qualidade da função empresarial é um dos principais factores do desenvolvimento das sociedades. Depende da qualidade intrínseca do empresário enquanto tal. E, igualmente e de forma decisiva, da cultura dominante e das condições que a sociedade proporciona para o aparecimento e formação do empresário, por um lado, e para o correcto desenvolvimento da sua acção, por outro.

 

Comparativamente com a generalidade dos países desenvolvidos, Portugal sofre um défice na função empresarial. O diagnóstico da situação portuguesa, que integra o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), é claro a este respeito, quando refere que a larguíssima maioria do sistema empresarial existente não atingiu ainda um estádio que patenteie capacidade suficiente para inovar de forma consistente e abordar os mercados internacionais, com base em factores de competitividade dinâmicos e sofisticados. As empresas nacionais tendem a adoptar uma atitude passiva de adaptação à envolvente.

 

A generalidade da actividade empreendedora em Portugal replica este padrão, caracterizando-se por uma densidade de microempresas e de pequenas e médias empresas acima da média dos países desenvolvidos, criadas sobretudo em sectores de serviços de baixo valor acrescentado e que, por norma, registam baixas taxas de sobrevivência e níveis de crescimento reduzidos.

 

Ser empresário em Portugal é ainda visto, muito frequentemente, como um sonho irrealizável. É esta visão bloqueadora das nossas qualidades de criatividade e de iniciativa que é preciso alterar, pela promoção de uma cultura empreendedora em Portugal.

 

O desenvolvimento do empreendedorismo, a modernização e melhoria de condições na área empresarial e a difusão de conhecimento na área das ciências empresariais, em ordem a apoiar a comunidade, as empresas e os empresários, na resposta aos desafios da sociedade contemporânea, são, assim objectivos de interesse geral e de grande relevância social.

 

Estes objectivos sempre estiveram presentes no espírito e na acção da AEP - Associação Empresarial de Portugal, ao longo dos seus 160 anos de existência. De facto, para além do seu papel pioneiro em domínios como a formação profissional, a organização de feiras e a representação dos interesses das empresas junto do poder político, a AEP sempre se assumiu como centro de reflexão, contribuindo para a formação de uma cultura empresarial moderna. Esta dimensão está bem patente na sua extensa produção editorial e em inúmeras iniciativas, entre as quais se destacam a organização das seis edições das "Jornadas Empresariais Portuguesas – Encontros de Vidago", em 1998, 2000, 2002, 2004 e 2006, e do "Congresso dos Empresários", em Abril de 2004.

 

Enquanto, centro de reflexão, a AEP sempre procurou questionar o seu próprio modelo, adequando-o permanentemente às exigências e mutações da sua envolvente.

 

Dessa reflexão que levou a cabo recentemente, concluiu pela necessidade de separar a sua vertente institucional, no âmbito do processo de constituição da Confederação Empresarial de Portugal; as suas múltiplas actividades de prestação de serviços às empresas, próprias de uma Câmara de Comércio e Indústria; e uma terceira vertente, sempre presente ao longo da sua história, de intervenção em favor da comunidade, e não especificamente das empresas, nos domínios do fomento de uma verdadeira cultura de empreendedorismo, da valorização e dignificação do papel social do empresário e da modernização e desenvolvimento da função empresarial.

 

É, assim, pela constatação de que a valorização e o aprofundamento desta intervenção de interesse marcadamente nacional devem ser autonomizados da actividade de prestação de serviços às empresas e da representação e intervenção institucional que surge a decisão da criação da Fundação AEP.

 

A Fundação assume-se como herdeira e continuadora da actividade que a AEP tem vindo a desenvolver, ao longo da sua existência, nestes domínios e tem os seguintes objectivos:

  • Criar uma identidade cultural, organizando eventos e actividades empresariais e culturais, tais como seminários, colóquios, jornadas, exposições de arte, edição de textos, lançamentos e apresentações de obras literárias, jantares de debate e de homenagem;

  • Enriquecer o património da Fundação, pela aquisição de obras de arte contemporânea de artistas portugueses e internacionais;

  • Valorizar e divulgar o conhecimento, através da realização de estudos, trabalhos de investigação, com incidência na área empresarial, e criar na sociedade um pensamento informado sobre os assuntos empresariais;

  • Apresentar propostas de medidas, procedimentos e normas, às instâncias e entidades oficiais competentes, que visem, com a sua adopção, a modernização da economia portuguesa, o aumento dos níveis de investimento e exportação e o desenvolvimento económico e social;

  • Reconhecer e homenagear as empresas e os empresários, pela atribuição de prémios;

  • Promover a melhoria de competências para o mercado de trabalho, junto de públicos jovens, nomeadamente facilitando o acesso à formação através de bolsas de estudo e estágios profissionais;

  • Tomar a Responsabilidade Social como um tema de interesse transversal às actividades da Fundação;

  • Fomentar as actividades socioculturais da Fundação no âmbito do roteiro da cidade e da região;

  • Auscultar as necessidades dos empresários, no que respeite à modernização e internacionalização das empresas;

  • Divulgar a Fundação a nível nacional e internacional, em particular através do turismo empresarial.

 

No desenvolvimento da sua actividade, a Fundação AEP estabelecerá parcerias com fundações congéneres e associações sectoriais, regionais, nacionais e internacionais e procurará criar ligações com a diáspora empresarial portuguesa.

 

A Fundação AEP é a única instituição sedeada no Norte que visa prosseguir os objectivos anteriormente destacados.

 

Este aspecto é particularmente relevante, tendo em conta, por um lado, a importância da região como principal base exportadora do país, sem a qual não é concebível nem a correcção do desequilíbrio externo nem a emergência de uma economia nacional saudável, e, por outro lado, as fragilidades da função empresarial e as características do empreendedorismo.

 

De facto, ainda que a apetência para a iniciativa empresarial seja reconhecida como um dos pontos fortes da Região Norte, ela continua a assentar fortemente num modelo tradicional já esgotado, que urge renovar.

 

Por último, o interesse social da Fundação AEP evidencia-se no número de empresas e instituições que a fundaram, entre as quais empresas de referência, os principais Bancos e reputadas instituições de ensino superior universitário e politécnico.

 

Porto, 2011

 
 
 
 
 
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